Quando o Gelbvieh desembarcou no país, em 1973, tinha tudo para dar errado, pois na Alemanha os animais eram tratados com refinamento e viviam em estábulos. E no brasil, eles ficaram soltos em grandes áreas de pastagens, uma realidade que exigiu cuidados na adaptação. A raça vem conquistando prêmios importantes em exposições pelo pais, permitindo projetar posicionamento de destaque similar ao observado nos estados unidos, onde tem amplo reconhecimento e procura.
No paraná, a raça foi introduzida no mesmo ano por iniciativa do criador Arnaldo Coelho do Amaral, que também foi o primeiro presidente da Associação Brasileira de Criadores de Gelbvieh. Ele trouxe 20 fêmeas e dois touros para a Fazenda Alvorada, no município de Goioerê. Uma ação inicial que originou o primeiro berço de produção e disseminação da raça no país.

Em 1984, o pecuarista Javert Prado Martins Filho verificou a criação da raça em Quedas do Iguaçu, na Fazenda Giacomet Marodin. Gostou do perfil do animal e, em 1985, comprou três fêmeas de Arlindo Francisco Philip, criador do animal em Lages (SC). Em 1986 comprou um touro e uma novinha em Bom Retiro (SC), de Catarina de Oliveira. Javert foi introdutor da raça na região de Palmas e hoje conta com 180 animais puros por origem, que dão uma cor diferenciada a paisagem de sua propriedade na Cabanha do Cerro Chato. Animais crioulos da Cabanha tiveram comercialização para mercados em Dourados, Ponta Porã, Londrina, União da Vitória e Pato Branco. Um pouco depois, em Capanema, Valter Steffen, expressão da área política naquele município, comprou duas fêmeas de Rovilio Marcarello, de Cascavel. E passou a colaborar na introdução da raça na região sudoeste paranaense. Portanto a raça se adapta perfeitamente a um imenso contraste climático que é marcado nos municípios de Palmas, um dos mais frios do país e Capanema, um dos mais quentes do Paraná.